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O PORTAL DE RADYR GONÇALVES
As letras fazem a festa na pena de Radyr Gonçalves (Dolores Caminha, publicitária)

Arquivo: Julho 2008

31/07/2008 GMT 1

ELA INIGMÁTICA

sappoexpresso @ 08:03

  

Quem é ela

Que passa feito um tufão lá no alto da minha visão

Quem é ela que virou canção pra lua

Que nua se veste de sol

Só pra me ver roubar seu olhar

Ela vem em minha direção

Eu corro em todas as estações

E ela nunca está lá

Quem é ela

Que olho da janela do meu castelo de areia

Que eu mesmo construi

Quem é ela que se faz poema inspirado

Que se fez jardim regado

Pelo ato da minha escravidão

Quem é ela que me ancorou aqui

No seu porto sentimento

E me fez calar

Diante deste Nirvana

Que é a sua presença.

Radyr Gonçalves

Copyright 2008

31 de julho

03:45 da madrugada fria

  

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DO AMOR

sappoexpresso @ 06:47

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Do amor tudo se espera
Flores inda sem primavera
Fortaleza nas incertezas
Mãos fazendo ponte no que parece absurdo
Do amor tudo se espera
Do amor o impossível
Dos amantes que esperam anos, séculos se possível
Por um único abraço infindo
Do amor as grandezas da beleza
O universo das certezas
As letras das canções
Do amor as promessas do pra sempre e eternamente
Do vento das tardes enamoradas
Dos sorrisos por tão pouco
Da simplicidade de dizer eu te amo
Das lembranças da eterna calma que nos traz a pessoa que amamos.
Do amor a alegria dos momentos que se fazem filme
Do amor a oração feita, dos pedidos a Deus pra tê-lo(a)  sempre consigo
Em todo o tempo que a vida nos permitir amar.
Radyr Gonçalves
Copyright 2008
Em 07 de maio de 2007
Em Campina Grande/PB

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www.doutornet.nireblog.com

 

Despatriados (Canto Judaíco)

sappoexpresso @ 06:29

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Despatriados cantai!
Eis a vossa única esperança
Orem para que a pomba da esperança leve aos céus vossa prece
Despatriados louvai!
Eis a vossa única canção
Orem para que a vossa lembrança seja aceita aos olhos do Divino
Orem para que Deus se lembre das vossas faces
Despatriados
Peçam a Deus um lugar na sombra
Vossas peles estão queimadas
Vossas filhas estão mirradas
E o pão da humilhação não cessa de bater a porta
Despatriados
Colham suas falas
Unam suas vozes
Somem suas preces
Para que Deus, o Deus dos exércitos, venha a se lembrar dos seus nomes
Agora só resta cantar
Despatriados cantai, cantai um hino de esperança
Cantai com toda plenitude da alma
Despatriados
Que Deus se lembre de vós.
 
Radyr Gonçalves
Copýright 2008
 
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O AMOR DEFINIDO

sappoexpresso @ 06:18

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O amor é um mar
É o verbo amar
Em constante movimento
O amor é um gesto
Abstrato, mais prático
É a cadeia que nos liberta
O amor é uma espada afiada
E uma torre tão alta, mais tão alta
Que ninguém nunca subiu ao seu topo
O amor é louco
É pouco provável que aja tratamento para o amor
O amor muda o homem
O amor destrói o animal primário que há em nosso intimo
O amor rompe as fronteiras das impossibilidades
O amor é a ação quântica
O amor é múltiplo em todas as suas vértices
O amor é um planeta dentro em nós
É uma mulher que não passa
É um eterno momento de tão pouco tempo
É uma vaga nos umbrais de cada alma que existe
O amor não acaba
O amor verdadeiro é uma peça de milênios.
 
Radyr Gonçalves
26 de abril de 2008
Copyright 2008
 

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A MULHER SEM ROSTO

sappoexpresso @ 05:59

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Uma mulher sem rosto
Caminha ao longe
Ela não tem rumo, não tem esteira
Ela não tem pra onde ir
Uma mulher sem rosto
Um quadro sem cor, sem forma, sem brilho
Esconde a face invisível da mulher sem rosto
A mulher sem rosto não tem paz
Não faz guerra
Não canta um hino
Não dorme nem acorda
Apenas caminha
Pra não sabe onde
Pra fazer sei lá o quê
Apenas caminha ao léu
Sem face, sem saber seu papel
Neste mundão sem cor
Que ela mesmo criou.
 
Radyr Gonçalves
Copyright 2008
 
 
www.informenatal.zip.net

ZAYDE

sappoexpresso @ 05:48

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ZAYDE

 

Amor de mar

Amor amar o mar de além

De onde não consigo mais voltar

Também

Tão longe fui, se fora minha vida em meio ao furacão

Que se formou no teu seio de vulcão

Amei além do deserto deste meu norte sem sorte

E me debrucei no leito da tristeza

Me faltou o ar

Me faltou o céu

Me faltou cantar nos desertos deste meu Marrakech particular

E faltou também o viço da primavera, a flor, o beija-flor, a flor de mim

Amor de mar

Amor amar o mar de além

Deste oceano insano

Também

Eu viajei dentro em mim

E desci aos vãos desconhecidos deste meu eu

Não me encontrei em mim

Não me encontrei em lugar nenhum

Pois me encontro perdido nos labirintos do teu corpo

E não sei sai.

  

Radyr Gonçalves

Copyright 2008

Em 31 de junho de 2008

Para a série MULHERES do tablóide El Nina

  

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23/07/2008 GMT 1

Maria Nordestina

sappoexpresso @ 03:55

 

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Maria não tem dita

Tem caganita

Maria não tem sorte

Só lenços pretos

Maria não tem caminho

Nem rumo certo

Não tem futuro Maria

Maria não tem um amor

Nem aconchego

Maria sente frio em pleno Seridó

Maria é só

Maria não canta, lamenta

Maria não dorme, se senta

E fica a contar as estrelas

Quantas são as estrelas do céu de Deus?

Maria não tem cheiro

Maria não tem canção de vida

Maria não sonha mais

Maria nunca sonhou

Maria não fala

Maria é calada

Maria tem calos

Nas mãos e nos pés

No peito e no coração

Maria tem calos em cada um dos seus vãos

Maria não tem identidade

Maria é Maria e só

Maria não tem passado

Seu presente é sem cor

Maria não tem futuro

Maria no quarto escuro

Maria que me da dó.


 

Radyr  Gonçalves

Copyright 2008

11 de junho de 2008

 

Em Arês/RN

  

22/07/2008 GMT 1

Canção de saudade (pra Geraldo Casé) in memorian

sappoexpresso @ 01:33

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Uma folha cai
Levada pela musica fria do vento
Leve vai, cai tristeza de momento
Parte do caís
Do lado de cá deste oceano
Se despede do mar
Como se despedisse da mulher que fica
Tantos ficam
Do lado de cá
Uma flor se vai
O perfume fica
Esse aroma faz
Nos lembrar de momentos por momentos
Das cenas que ficaram
Eu quero cantar uma canção pro mar
Eu quero esquecer a saudade
Eu quero plantar em mim
O teu abraço quente
O teu lado criança
A tua alma branca
 ...........................
A Cuca não te pega Casé
Corre lá pro sítio
Inventa um esconderijo além deste infinito
Corre Casé
Pros braços da saudade
E se aconchega quieto homem
Vê se para o facho.
Radyr Gonçalves
Copyright 2008
Em 21 de julho
às 18:30

21/07/2008 GMT 1

Dercy Alegria (In memorian)

sappoexpresso @ 11:56
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Madalena, eu vou embora
Espargi alegria nessa porra!
Entre os preceitos e os preconceitos
Entre cortinas e palcos
Entre saltos e os assaltos desta vida
Madalena, lá vou eu
Carregando na mala alegria
Na alma meu deboche colorido
Na áurea um riso frouxo
Nesta vida levando um presente
Um presente divisível
Madalena, sorria pra mim
Madalena, porra! Escancare vossos risos
Soltem as vossas frangas
Descubram a galinha que há em cada um de vós
Madalena, abraçai eternamente a rainha do deboche
Madalena, cantai, sorri, faça festa!
Madalena, abra suas eternas cortinas
Estendam o palco
Ensaiem os aplausos
Não meça os risos
Dercy está entre vós
Bando de porra, riam!
--Eu morri, mais tou vendo tudo seus fuleiros!
Podem tirar essas lagrimas dos olhos
Deixem de frescura, porra!
Radyr Gonçalves
em 21 de julho de 2008
às 5:40
Natal/Rio Grande do Norte

17/07/2008 GMT 1

Canção dos amantes perdidos

sappoexpresso @ 22:08

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Se você ficasse eu ficaria
Se não ficasse eu iria atrás
Se você plantasse
Eu esperaria a flor crescer
Se você me deixasse
Eu choraria
Sem um pingo de vergonha
E cantaria
Desafinado que só eu
Eu cantaria esperando seu aplauso
Eu esperaria seu abraço
Se você partisse
Eu partiria atrás
Se você chorasse
Eu choraria
Se você errasse
Eu ficaria bravo
E te diria
Te amo e nada mais
Eu desculparia tudo
Tudo e qualquer coisa mais
Eu dançaria na chuva
Eu namoraria o vento
Eu pararia o tempo
Só pra ter você por um tempo de eternidade
Eu não respiro bem sem seu ar em mim
Eu não escrevo bem sem as letras que vem de ti
Eu não penso sem pensar em você
Eu não vivo sem ter a certeza da tua existência
Me manda noticias 24h por dia
Pois se você sumir eu me calo pra sempre
Se você fugir
Eu não sei como será
Ficarei te buscando em cada estrela do céu de Deus
Mais não faça isso
Não fuja
Finja ao menos que me ama
Que eu finjo que te esqueci
Eu finjo que sei sem viver sem ti
Eu finjo está tudo bem
Eu finjo rir quando choro por dentro
Não fuja
Que eu finjo esta vivo quando sei que morri
Que eu danço quando não há canção
Se você sorrir eu ressurjo
Se você pensar em mim por um minuto
Eu sentirei teu cheiro
Se você pensar por um tempo a mais
Eu te sentirei aqui
E ficarei cheio de esperanças
Deus te encha de sensibilidade para sentir estes versos
Deus te encha de doçura pra escutar esta canção não cantada
Deus faça abrir os portais da tua alma
E te faça sentir mui amada
Pois se você fugir eu te procuro
Se você partir eu parto atrás
Se você surgir em minha frente
Eu morro em paz...
E assim serei feliz.

Radyr Gonçalves
Copyright 2008
Em 12 de junho de 2008

13/07/2008 GMT 1

ABYSSUS

sappoexpresso @ 15:16

  

Há um abismo entre a realidade das coisas formadas e a sua real origem

E no emaranhado das teorias

Ciência, religião, fé e alicerces dogmáticos se desdobram

Ninguém sabe do todo

Ninguém sabe do tudo

Todos buscam o caminho

E se perdem neste caminho

Mais a busca deste caminho se faz mister

É uma eterna busca pelo horizonte azul

Também quero o céu

Além destes sois que encadeia nossas retinas castigadas

Além destes mares de águas e assombros

Além desta vida além

Além das rosas destes nossos jardins perecíveis

Além dos jazigos e das lágrimas

Além da canção da tardinha

Além do arrebol destas nossas passageiras manhãs

Há um abismo entre o conhecimento adquirido e a realidade desconhecida

Mais quero está lá

No além destas coisas desconhecidas

Que nos rodeiam e não vemos

Além desta sopa quântica que nos faz arrepiar.

 

Radyr Gonçalves

Copyright 2008

Em 10 de maio de 2008 escrito em Carnaúba/RN

Em casa de dona Graça

  

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