
Sementes que mentem no sêmem do gozo em teu seio aberto
Na cama, estendidos, lameados pelo supra sumo do prazer
No chão os destroços das malhas amassadas
Na taça, o vinho dosado do nosso ato, do nosso néctar, do suor que nos une...
Sementes do teu ventre triangular, da tua alma ainda virgem de amor...
Arranjamos-nos em meio ao fogo do chão que se fez cama
Na cama construímos um universo de beijos e peles
Selados, escravos dos laços das pernas, das coxas petrificadas entre o tremular das nossas carnes ardentes...
No mar de cama e carnes
Navegamos corpo no corpo
Penetrados, rasgando elo por elo dos nossos castelos virgens...
Tu, entre o alvor da pele e o teu pedido de orgasmo...
Eu, entre o toque santo e o envolver malicioso das minhas mãos nas tuas entranhas nuas...
Entrego-me eterno, completo, sem vestes, visto-me de tu, do teu corpo nu.
Radyr Gonçalves
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Especial para Dhébora Linhikys e Mário de Castinho, também para Isabelyta Recom e Pedro Dias...