ÊXODO CIGANO

Leia a minha mão
Mostre o meu destino
Decifre as minhas linhas
Recite meu futuro
Mostre-me a rota e siga seu rumo
Aqui, ali, alhurdes...
Aqui e acolá, e depois siga seu rumo a lugar algum...
Leia minha mão
Desvenda meu céu
Me diga que a mel no meu caminho amargo
Vaticine meu tempo
Projete meu universo
Me faça tecer novos planos...
Me ensine a voar
Me erga de forma mágica
Num abacadabra me abra a porta
Do invisível, me mostre o portal além das vistas...
Me liberte com um toque...
E siga seu caminho com sorte...
Siga seu rumo
Aqui, ali, alhurdes...
Aqui e acolá e depois siga seu rumo a lugar nenhum.
Especialmente para Roseli Munhoz
Radyr Gonçalves
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Madalena, eu vou embora
Espargi alegria nessa porra!
Entre os preceitos e os preconceitos
Entre cortinas e palcos
Entre saltos e os assaltos desta vida
Madalena, lá vou eu
Carregando na mala alegria
Na alma meu deboche colorido
Na áurea um riso frouxo
Nesta vida levando um presente
Um presente divisível
Madalena, sorria pra mim
Madalena, porra! Escancare vossos risos
Soltem as vossas frangas
Descubram a galinha que há em cada um de vós
Madalena, abraçai eternamente a rainha do deboche
Madalena, cantai, sorri, faça festa!
Madalena, abra suas eternas cortinas
Estendam o palco
Ensaiem os aplausos
Não meça os risos
Dercy está entre vós
Bando de porra, riam!
--Eu morri, mais tou vendo tudo seus fuleiros!
Podem tirar essas lagrimas dos olhos
Deixem de frescura, porra!
Radyr Gonçalves
em 21 de julho de 2008
às 5:40
Natal/Rio Grande do Norte



