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O PORTAL DE RADYR GONÇALVES
As letras fazem a festa na pena de Radyr Gonçalves (Dolores Caminha, publicitária)

Categoria: HOMENAGENS

29/05/2008 GMT 1

Coração verde

sappoexpresso @ 20:54

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Aluízio, Aluízio, o que se dizer do que se é completo?
Eis a política em forma de homem
A eloqüência viva
A mão acolhedora
Um coração verde que tremula ainda viva no seio forte do RN
Fostes pai de todos
Amigo dos muitos
Guerreiro de todos
Querido dos muitos
Fostes muito, velho Aluízio
A história que se conta agora tem enredo encenado:
O sertão do Cabugi
O dedo positivado
A bandeira verde
A saudação do povo
A tua voz rouca, cansada, no entanto, vibrante
Os agostos que se passaram
As letras que saltavam vivas do tiquetaquear da maquina datilográfica
A canção que se canta agora se faz eterna
E a tua mão trouxe mais que energia
Teu braço deixou mais que obras materializadas
Deixastes um legado militante
Deixastes verbos de saber
Deixastes o como fazer
De como tecer planos
De como recomeçar
De como usar o tema verde
De como amadurecer pensamentos verdes
De como hastear a bandeira verde
O silencio que deixastes agora
Só nos faz pensar no que se é grande, no que se é terno, no que se é eterno
No que se é justo
No que se é verde
O silencio que deixastes agora, não nos faz chorar de tristeza
Mais de saudade de alguém que sabemos que de alguma forma está eternamente perto
...E o verde se faz eterno junto contigo
      Radyr Gonçalves é poeta
                 Copyright 2007

Carlos Alberto, o sonhador

sappoexpresso @ 00:39
Hummm... Lá vai um sonhador
Com seu sonho nas mãos
Com ar de criador
Pintando o sete num céu azul anil
Que se abre diante da imensidão dos seus sonhos
Ah, ele carrega a fé, e vai andando a pé
Até o seu país de traços multicor
E vai formando um quadro
Que todos podem ler
Que todos podem ver
Ler, ver e admirar
O sonhador passar a pé na estrada
Ele tem um dom de construir
E construindo vai...uma vida
Uma vida inteira que em cada passo que dá
Uma paisagem vem
Nutrindo nosso olhar
Com uma beleza igual
De quem sabe construir sonhos
Sonhos de menino, de homem e herói
Sonhos que nenhum de nós
Parou para construir
Por que achávamos impossível
Mais ele não sabia que o impossível existia
E de passo em passo construiu um quadro, um livro, uma vida
Que todos podem ver
Que todos podem ler
E a mão do sonhador
Ainda está aqui
Inspirando um pensador
Sendo um verso de um poema
O perfume de uma flor
Sendo a lembrança eterna de quem sabe reconhecer o que um sonhador criou.
Texto criado em homenagem ao excelentissímo senhor Carlos Alberto de Souza "Im memorian"
Radyr Gonçalves
em 13 de janeiro de 2008
Acesse mais:
Site de poesias, crõnicas e contos:
www.radyrgoncalves.blog.com
Site de Publicidade:
sappoexpresso.no.comunidades.net
sappopublicidade.nireblog.com
sappopublicidade.blogs.sapo.pt
Site de consultoria:
www.allblueassessoria.nireblog.com
www.supra8assessoria.no.comunidades.net
Universo do bem
www.universodobem.blogspot.com
Pollyana
www.eternamentepollyana.blig.ig.com.br

Construindo com Carlos Alberto

sappoexpresso @ 00:37
Eis um papel nas mãos de um menino
Eis um menino fazendo o papel de um homem
Corre contra os ventos, os temporais
Corre contra os mares revoltos, as noites fugazes
E segue construindo
Sonhos de concreto
Palanques de mágicas palavras
Plataformas de amizades
Canção de esperança e trilhas de felicidade
Segue construindo
Faz papel de herói
De herói, de pai, de além de humano, de bem mais
É conto, é um poema, é trilha a ser seguida
É exemplo, é canção que ficou gravada
É um livro de vida vivo de mil páginas
É um sopro que ainda sopra inspirando os passantes
É um ser observante
Que agora em algum lugar no desconhecido
Constrói...sem cessar.
Eis um menino homem
Um homem menino...
Construindo.
Radyr Gonçalves
copyright 2007
Texto em homenagem ao senador CARLOS ALBERTO DE SOUZA/RN 'Im memorian"

28/05/2008 GMT 1

Canto da Ribeira

sappoexpresso @ 21:29

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Quantas paixões se encenaram aqui
Quantas paixões se encerraram aqui
Em meio as praças, vilas, ladeiras e ruelas da Ribeira velha
Quantas liras, quantos contos
Quantos contos foram gastos em cada prazer deste ponto
Quantas luas nuas, despida do tudo se mostrou virgem
Aqui no espaço Ribeira
Quantos traços de amor
Quantos destroços de amor
Quanto amor!!
Quantos casais se fez, se faz, se desfaz
Na Ribeira do além de mim
A Ribeira não é só asfalto e concreto armado
É coração de manteiga derretida
É lágrima, é estação florida
É saudade escondida
No peito de alguém
É parte da criação
Divina, humana, animal
É esconderijo de boêmio
É moradia de poesia e conto
De quantos contos
Contos de moças mulheres
Contos de giz e cera
Contos de noites mal dormidas
De navios de partida
Ribeira é horizonte de solitário
É norte da puta
É o caminho amargo do ébrio
É a senda alegre do apaixonado
É o trono dos sábios
É espaço, muito além de um bairro
A Ribeira é o mundo
Um mundo do povo daqui
Um mundo pequeno grande
Todo nosso
Um mundo Ribeira
Simplesmente.
   
Radyr Gonçalves

 
Copyright 2007
      

Quem sabe uma flor

sappoexpresso @ 00:23

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Cheguei antes da primavera
Vim antes que os botões rebentassem em flor
Abri caminho entre o céu e o mar
Deparei-me com um jardim
Um mundo se abriu para mim
Então vi que não disse ´´Te amo´´.
Pensei que poderia ter feito melhor
Pensei, naquele instante, que eu poderia ter sido fragmento de luz...
Poderia ter sido mais cores.
Eu poderia ter criado um sol particular.
E o jardim lá a enfeitar a vida
Nesse jardim tudo se pode...
Quem sabe uma flor se chame pelo teu nome e, me carregue no seu perfume...
Quem sabe uma flor...
Simplesmente choro
Enquanto setembro nasce virgem
Eu quero transformar esse instante
Mais terei que moldar luas, mares e, estrelas...
Só para você ver, que posso dizer ´´Te amo´´.
E então verás, que posso transformar uma gota dágua num imenso oceano.
E voce, então, notará que meu coração agora é jardim.
E o jardim lá a enfeitar a vida
Nesse jardim tudo se pode
Quem sabe uma flor se chame pelo teu nome e, me carregue no seu perfume...
Quem sabe uma flor.
Poema em homenagem a minha inesquecível Elizangela Guilhermino
(RADYR GONÇALVES)
Copyright 2007
Todos os direitos reservados.

27/05/2008 GMT 1

A VAQUEIRA

sappoexpresso @ 23:43

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O sol da minha vida tem um brilho diferente

Minha força está num laço que enlaça o amor numa arena cheia

Eu tenho a força, eu tenho o amor, eu tenho a razão...

Eu tenho uma fera comigo, uma fera sensível, tenho calos nas mãos, eu tenho comigo um destino de coragem e luta, eu tenho laços com as terras nordestinas, eu tenho flores e espinhos, eu tenho batalhas tão minhas, eu tenho um brete particular, eu tenho um destino sem rumo...

Se eu nasci vaqueira não sei como foi...mais sei que meu destino sempre foi derrubar boi..

A lua da minha vida tem mais poeira, e o meu poema é feito de terra, quedas, atropelos e força, minha novela é narrada na raça do meu pulso firme, minha estória é única e eu me sinto grande no meu pequeno espaço de gente. Eu tenho um grito armado. Eu tenho um laço certeiro, eu tenho agilidade no corpo e na alma, e meu destino é ser guerreira. Eu tenho fome de conquista, e meu nome é Vitória, Graça, Glória, meu nome é Nira, e meu destino é derrubar boi no laço, meu destino é estranho, e eu não sei por quê.

Se eu nasci vaqueira não sei como foi...mais sei que meu destino sempre foi derrubar boi.

 

 

Em homenagem a minha amiga Nira...

 

 

Radyr Gonçalves

Copyright 2007

26/05/2008 GMT 1

IARA MOÇA

sappoexpresso @ 14:49
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O que será que ela pensa
Em quem será que ela pensa
Creio que ela pensa em tudo de giz
Pintado em cores de matriz feliz
Com jardins, flores rosas, rosas vermelhas e véus
Será que ela pensa em algo de papel
Ah!! Como eu queria saber
Será que ela pensa em papel caro de ouro laminado
Caro e raro como o negror dos seus cabelos
Raro como a cadente estrela que ela inventou pra alguém
Como será que ela pensa
Será que ela pensa em fotos, filmes e paisagens
Será preto e branco os pensamentos de Iara
Como será a felicidade que reside no seio dela
Será que é felicidade perfumada
Ou felicidade alada
Será que Iara sabe voar
E pra onde ela voa
Aonde ela guarda os confetes, e os segredos, e os seus sonhos
Será nas gavetas
No seio virgem da noite
No coração intocado
E o que de fato ela pensa
Será que pensa em ser fada
Boneca de neve
E se ela derreter no verão
E se ela de repente se tornar canção
Se tornar conto ou algo assim
E se ela se sentir feliz em ser lua de uma noite qualquer
Em ser brisa fresca em tarde de verão
Em ser mais que moça em corpo de mulher.
  
Radyr Gonçalves

 
Copyright 2007

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