Me abraçou como a mãe afaga o filho E me deitou no seu ventre virgem Não disse nada, nadinha... Ficou calada, caladinha... Depois cantou baixinho ao meu ouvido E a canção dizia da saudade fria que quase lhe arrancava o seio... Dali por diante não mais saiu de mim Não mais.
Nesta noite minha saudade sangraNo meu peito semi-mortoEu tento cantar, não cantoEu tento chorar, não choroEu tento correr, não corroEu simplesmente morroAos poucosMorro de saudade nesta noite friaFalta o universoFalta o chão dos meus pésFalta o respirar que dá vida a alma, e não ao corpoAquele respirar que a gente sente Que está deveras vivo...Nesta noite minha saudade é silenteMinha alma nada falaEu tento gritar, não gritoEu tento pensar, não pensoEu tento rezar, não rezoE Deus me observa quietinho do seu santo tronoE eu simplesmente morroPouco a poucoMorro de saudade nesta noite friaFalta o suave cheiro da tua peleFalta os jardins, as flores, a lua, e o sol de mimFalta a tua presençaE a tua faltaVira poesiaEnquanto morro de saudade nesta noite fria.Radyr GonçalvesCopyright 13 de abril de 2008www.classisappo.nireblog.com
Sem norte, sem viasSem cor, sem dita, nem desditaSem roteiro, sem tinteiroSem letras significativasSem poema com o nome delaSem elaSem porta, sem janelas ou saídasSem sono, sem fome de comerSem sede de beberSem jeito pra sairSem jeito pra entrarSem ter como chegarSem lua, sem sol, sem flores, amores, sem salSem esses apetrechos de fazer poesiaSem inspiraçãoTotalmente.Radyr Gonçalves17 de maio de 200820:00 em Georgino Avelinowww.classisappo.nireblog.com
É letra que chora, dama que dança uma dança solitária num salão vazioÉ pensamento vermelho, maduro, que se ler no escuroÉ um porto abandonadoÉ uma flor sedenta de amorSaudade é letra de cançãoÉ razão desconhecidaÉ choro noturnoÉ alma abatidaÉ vela que revela uma luzinha no fim da trilhaÉ um abraço perdido no tempoÉ salivaSão palavrasSão ações desgovernadasSaudade é bom mais doe demais como dor de amorQue doe mais que qualquer dorÉ choro, é riso, é surpresa de outubroÉ presente, é passado é futuro atrasadoSão as horas que ficaram no passadoE que a gente teima em querer fazer um conto presenteSaudade é um algo ausenteQue a gente sabe que ta bem ali.Radyr GonçalvesCopyright26 de outubro de 2007
Radyr Gonçalves é um publicitário nato, um poeta de ´´pena inspirada´´ , um escritor brilhante, alguém que quando conversamos uma vez, não queremos deixar jamais. Radyr Gonçalves é um ser iluminado, brilhante, capaz de transformar um simples e qualquer ato em poesia. Nas minhas conversas com ele por este mundo virtual descobri um gigante da poesia moderna. Não tem como deixar de admirá-lo.
Mirian Spannioto, jornalista-
Salt Lake City, Utah, Estados Unidos...................
Aqui está uma das maiores obras literarias dos últimos tempos, Radyr Gonçalves é sem duvida alguma uma preciosidade no que tange a literatura moderna, com seus multiplos estilos este autor apresenta uma obra cheia de sensibilidade e paixão...
(Vannessa Castelhano é publicitária)