Aluízio e a era verde

Um homem cheio de ferramentas mudou o mundo
Ele tinha na mão a força de ser independente
Tinha na alma o discurso simples
Falava o idioma do sertanejo calejado
Sabia da força da alma da gente
Tinha uma ideologia límpida
Compactou o seu tempo
Viveu a frente do seu tempo
Nos mostrou um tempo diferente
A era verde
A era do Bacurau
A era das comunicações
Da energia
A era das grandes metas
Das grandes realizações
Dos compromissos de homem
De homem verdadeiro
Um menino cheio de sonhos desenhou um RN novo
Pintou um quadro novo
Cravou um novo marco
Fez três séculos ser três anos
Com a sua inquieta e animosa mão
Foi-se a era das palavras fortes
Dos ventos do Cabugi
Da revolução dinâmica
Do canto cigano
Do velho cigano verde
Do velho cigano Alves.
Radyr Gonçalves
copyright 2007
27 de outubro
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