SEMENTES DO AMOR

Sementes que mentem no sêmem do gozo em teu seio aberto
Na cama, estendidos, lameados pelo supra sumo do prazer
No chão os destroços das malhas amassadas
Na taça, o vinho dosado do nosso ato, do nosso néctar, do suor que nos une...
Sementes do teu ventre triangular, da tua alma ainda virgem de amor...
Arranjamos-nos em meio ao fogo do chão que se fez cama
Na cama construímos um universo de beijos e peles
Selados, escravos dos laços das pernas, das coxas petrificadas entre o tremular das nossas carnes ardentes...
No mar de cama e carnes
Navegamos corpo no corpo
Penetrados, rasgando elo por elo dos nossos castelos virgens...
Tu, entre o alvor da pele e o teu pedido de orgasmo...
Eu, entre o toque santo e o envolver malicioso das minhas mãos nas tuas entranhas nuas...
Entrego-me eterno, completo, sem vestes, visto-me de tu, do teu corpo nu.
Radyr Gonçalves
Copyright 2008
Todos os direitos reservados
Especial para Dhébora Linhikys e Mário de Castinho, também para Isabelyta Recom e Pedro Dias...

Do Melhor
Linkk
del.icio.us
